Em tempos de crise, surge um novo Brasil

Superprodução nacional do HISTORY conta a saga de quatro empreendedores visionários: Francesco Matarazzo, Percival Farquhar, Giuseppe Martinelli e Guilherme Guinle.

O HISTORY estreia nos dias 4 e 5 de junho sua primeira produção original no País que combina dramaturgia e depoimentos: Gigantes do Brasil.

A minissérie narra a história de quatro empreendedores visionários: Francesco Matarazzo, Percival Farquhar, Giuseppe Martinelli e Guilherme Guinle. Em quatro episódios, a série – a exemplo de Gigantes da Indústria (The Men Who Build America) – relata a transformação de um Brasil rural e provinciano em uma potência econômica e industrializada, por meio das trajetórias desses homens sonhadores, implacáveis e ambiciosos.

Realizada pela Boutique Filmes, em coprodução com o HISTORY, Gigantes do Brasil conta com recursos de computação em 3D, produção de arte e figurino de época. A série reconstrói o Brasil do final do século XIX até a metade do século XX. As primeiras indústrias e as estradas de ferro, a navegação e a urbanização das cidades, a exploração do petróleo e as grandes siderúrgicas.

A produção envolveu uma ampla pesquisa histórica, que serviu de base para toda a série, do roteiro à caracterização dos personagens. No total, foram mais de 228 horas de gravação, em mais de 50 locações. O elenco completo contou com 99 atores, entre os principais, secundários e apoio, e 422 figurantes. No elenco, destaque para Tadeu Di Pietro (Matarazzo), Renan Paini (Matarazzo jovem), Alexandre Barros (Farquhar), Fernando Nitsch (Martinelli) e Ricardo Monastero (Guinle), entre outros.

Gigantes do Brasil combina uma narrativa dramatúrgica com depoimentos de historiadores, biógrafos e empresários ligados à indústria nacional e empreendedores, como Luiza Trajano (Magazine Luiza), Ricardo Nunes (Ricardo Eletro), Hélio Rotenberg (Grupo Positivo) e Walter Torre (W Torre), entre outros.

SINOPSES / PERFIS

Episódio 01
Francesco Matarazzo

O primeiro episódio conta a história do pioneiro da indústria brasileira. Em 1881, Matarazzo chega ao Brasil com todas as usas economias investidas em banha de porco trazidas da Itália, porém um acidente acontece e toda a mercadoria afunda no mar. Derrotado e quase falido, Matarazzo começa a trabalhar como mascate. Durante uma venda em um sítio, ele tem uma grande ideia e compra uma prensa para vender banha de porco enlatada. Com isso, inaugura a “Mercearia Matarazzo” e começa o movimento da substituição de importações: a banha que antes era importada agora é fabricada no Brasil. Os negócios vão bem, mas Matarazzo percebe uma clara barreira para sua ascensão: os importadores. Decide importar diretamente, controlar todas as etapas da produção e, para isso, precisa de um moinho para fabricação de farinha, mas não tem o capital necessário. Então, recorre aos ingleses que concordam em financiar o empreendimento. Durante a construção, Matarazzo se depara com custos não previstos, mas arrisca, hipoteca sua mansão e o moinho é inaugurado. É o início da indústria no Brasil.

Episódio 02
Percival Farquhar

Farquhar tem a ambição de construir a Pan-Americana, uma estrada de ferro que ligará as Américas, mas para isso precisa encabeçar o processo de eletrificação do Rio de Janeiro . Farquhar tenta aliciar dois jovens, os irmãos Eduardo e Guilherme Guinle, mas não obtém sucesso. O Barão do Rio Branco, pensando em desenvolver boas relações com os Estados Unidos, oferece a concessão da ferrovia à Farquhar desde que ela inclua o trecho Madeira-Marmoré. Em troca, ele vai garantir a liberação das concessões da Light no Rio. Farquhar aceita e começa seu verdadeiro projeto no Brasil: a construção da Pan Americana. Em 1912, a Madeira-Marmoré é finalmente inaugurada, porém já é tarde demais: a exploração da borracha no Brasil estava em decadência e o valor investido na empreitada praticamente não terá retorno algum. Farquhar então compra uma enorme propriedade em Minas Gerais, riquíssima em minério de ferro. Ali, ele começa um novo plano de investimentos no Brasil, que o levará para um novo e derradeiro confronto com Guilherme Guinle.

Episódio 03
Giuseppe Martinelli

Martinelli chega ao Brasil em 1888, sem dinheiro algum, almejando um destino de riqueza e poder. Ele é chamado pela Fratelli Fiaccadori, uma empresa de importação, para abrir um escritório de despachos em Santos. Martinelli demonstra aptidão para os negócios e logo se torna um dos sócios do negócio. Em 1904, Martinelli consegue a representação da Lloyd Italiana, a empresa torna-se uma das maiores exportadoras de café para a Europa, mas tudo muda em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial. Após o fim da guerra, Martinelli faz uma visita à Itália e vê o esforço de reconstrução do país. Ele volta ao Brasil com a decisão tomada: agora é o momento de investir na construção civil. Começa o projeto da construção de um verdadeiro arranha-céu: o Edifício Martinelli, que se tornará seu próprio ícone de sucesso, assim como a mansão de Matarazzo.

Episódio 04
Guilherme Guinle

A explosão econômica impulsionada pelo café refletia nos negócios das Docas de Santos que, por problemas de estrutura, não davam conta do alto fluxo de entradas e saídas e, por isso, precisavam de uma reforma com urgência. Guinle toma uma atitude radical: vende a Companhia Brasileira de Energia Elétrica e, com o dinheiro da venda, inicia as obras o mais rápido possível. A revolução de 1930 leva Getúlio Vargas ao poder e, em busca de algo para tentar se aproximar do presidente, Guinle consegue uma reunião para aprovar uma concessão para pesquisar petróleo na região de Lobato, em Salvador. A concessão é aprovada, Guinle é nomeado parte do Conselho Técnico de Economias e Finanças e, no cargo, luta para que recursos naturais, como o ferro, não sejam exportados, mas, sim, explorados por empresas nacionais. Porém, com o golpe de 1937 e o Estado Novo, a lei das reservas naturais é criada e tira da iniciativa privada quaisquer fontes naturais de riqueza, passando essas ao poder da União. Guinle perde tudo que investiu na busca pelo petróleo. Estoura a Segunda Guerra Mundial e os EUA dependem cada vez mais de acordos para manter o seu potencial bélico. Guinle percebe a oportunidade e procura Vargas, pois é o momento de conseguir os capitais e investir numa indústria nacional que possa crescer durante esse período de instabilidade mundial.