Lino é um animador de festas muito azarado que não aguenta mais vestir todos os dias uma horrorosa fantasia de um gato gigante e aguentar sempre a mesma rotina de maus tratos das crianças em seu emprego. Tentando livrar-se de seu azar, busca a ajuda de um suposto mago não muito talentoso que o transforma justamente em sua própria fantasia.

A premissa do filme pode até parecer original, contudo, o filme mostra falhas de produção constentes.

O mercado nacional cinematográfico vem crescendo mais a cada ano, e antes quem só ficava refém da ditadura do gênero comédia no Brasil hoje tem outras opções. Felizmente, a animação é o que se mostra mais a frente na evolução do nosso cinema – basta observamos O Menino e o Mundo, primeiro longa de animação Latino indicado ao Oscar (e, graças a Deus, brasileiro).

Apesar do público alvo do filme ser crianças de 7 e 8 anos, Lino tem forças para encantar diversas faixas etárias, inclusive adultos, o roteiro é muito bem montado, e não se arrisca demais, é aquela zona de conforto boa e inteligente, é aquele ditado: melhor simples e bem feito do que complexo e mal executado.

O mercado nacional cinematográfico vem crescendo mais a cada ano, e antes quem só ficava refém da ditadura do gênero comédia no Brasil hoje tem outras opções. Felizmente, a animação é o que se mostra mais a frente na evolução do nosso cinema – basta observamos O Menino e o Mundo, primeiro longa de animação Latino indicado ao Oscar (e, graças a Deus, brasileiro).

Apesar do público alvo do filme ser crianças de 7 e 8 anos, Lino tem forças para encantar diversas faixas etárias, inclusive adultos, o roteiro é muito bem montado, e não se arrisca demais, é aquela zona de conforto boa e inteligente, é aquele ditado: melhor simples e bem feito do que complexo e mal executado.

Você consegue observar esses detalhes a partir do cartaz de divulgação, onde uniformes policiais não são brasileiros, é o padrão internacional. E por aí vai, a lista é longa. E isso é um erro inteiramente consciente, eles sabiam o que estavam fazendo porque é possível notar as nuances entre o comum aqui do Brasil, como placas de rua, bilhetes e dinheiro, em contraponto com hidrantes vermelhos em calçadas, fachadas de loja em inglês, prédios arquitetônicos nova iorquinos, e até índios que não se parecem nada com a nossa cultura. A princípio você até tenta ignorar tentando arremeter em pensamento que são falhas detalhadas, mas depois que vê mais de uma vez a nossa animação nacional ambientada no exterior, mesmo eles insistindo em dizer que o filme é 100% nacional, com vozes nacionais e tudo, isso causa uma certa irritação.

Logicamente as crianças que irão ver Lino também não irão reparar nessas coisas, vão ser emergidas em uma animação convivente cheio de piadas e dramas dignas de palmas, o roteiro faz questão de até agradar os adultos recheando aqui e ali de moralidade de piadas de duplo sentido.

Também é impossível não se emocionar no final, que sabe dar o que público precisa ver, com aquelas morais da história que só somos acostumados em ver em filmes da Pixar.

Lino tem a voz interpretada por Selton Mello, que está surpreendente aqui, cheio de emoção e consegue ser engraçado ao extremo, nossa amor pelo protagonista fica assim que ele aparece na tela e o Selton começa a narrar. Já Dira Paes está funcional, mas não espere grandes coisas dela nem imprevisibilidade. Quem está completamente desfoque é Paola Oliveira, que só está lá para emprestar seu nome, pois sua personagem mimado só serve para tapar um buraco na trama. Mais espetacular que ela então Luiz Carlos de Moraes, Guilherme Lopes, Lupa Mabuze, Hélio Ribeiro e Leo Rabelo, que só acrescenta a qualidade do filme.

Lino tem vários furos crescentes e é um desapontamento cultural. Esfria de ritmo constantemente, mudanças grotescas de tons, erros de montagem e principalmente no roteiro e na animação americanizada, mas é uma ótima opção para levar as crianças ao cinema nesse feriado e se divertir acima de tudo, pois muito melhor ver um filme “nacional” que mostra ao que veio com um enorme passo na caminhada do nosso cinema do que um estrangeiro.

Ou seja, Lino é um filme engraçado e memorável para o seu público alvo, já os outros nem tanto, mas basta parar e esquecer toda a problemática e olhar as qualidades, que até mesmo o crítico mais chato vai se divertir admitindo que é um enorme passo na animação nacional.

Estreia 7 de setembro.

(Uma Crítica de Gabriel Mariano)

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