A expectativa em torno dessa estréia (dia 30/11) é grande. E não é para menos.

O elenco, comandado pelo protagonista e diretor do longa, Kenneth Branagh, é de primeira qualidade.

Destaque para a brilhante atuação de Michelle Pfeiffer, e, sem sombra de dúvida, do personagem principal, o detetive Poirot, por Kenneth. Mas não há quem não se mostre talentoso.

A produção, cenografia, o figurino, tudo pensado em detalhes para impressionar. E, sim, impressiona.

O romance, escrito em 1934, parece ter o motivo do crime baseado numa verídica ocorrida em 1932, e recontada com primor por Agatha Christie.

Para as pessoas mais jovens pode não haver muito interesse nesse fenômeno de vendas de misteriosas. Mas é uma das escritoras com mais livros vendidos pelo mundo, mais de 4 bilhões! Qualquer um com mais de 40 anos deve ter lido algum de seus romances. Ou conheceu alguém que lia. O seu estilo de narrativa desenvolve em nós, leitores, uma espécie de vício, queremos absolutamente saber tudo o que acontece com cada personagem, para tentar desvendar o mistério e descobrir o/a assassino/a. Eu passei por isso, às vezes lia um livro em um dia.

Assassinato no Expresso Oriente O Gabriel Lucas - #OGL

O estilo da escritora permanece na narrativa filmada, com cada personagem tendo a oportunidade de contar a sua versão dos fatos no momento do assassinato, e sua relação, ou não, com a vítima.

Trata-se de uma de trem entre Istambul, Turquia, e capitais europeias, nesse trem luxuoso, passando por belas paisagens, onde são servidas bebidas e comidas que agradam esses viajantes. Na primeira noite, entretanto, um dos passageiros é esfaqueado, assim que o trem fica impedido de prosseguir viagem por conta de uma avalanche, que o descarrilha.

A bordo está o detetive Hercule Poirot, um belga perfeccionista, cheio de manias, observador, e de ótima memória. Ao ler os livros nos apaixonamos por essa figura, e ao ver o , ainda mais.

Esse romance já havia ganho a tela grande em 1974, mas não me lembro de haver conferido o resultado. Nessa época não havia Netflix ou Youtube, e ver um filme significava sair de casa, um lugar de exibição, e SE ADEQUAR À CENSURA. Muitos filmes tinham censura para 14 , 16, 18 anos, e não havia possibilidade de assisti-los sem ser com RG original onde constasse a idade necessária.  Nem que seu pai implorasse na bilheteria você podia assistir com ele.

O filme usa como recurso as imagens em preto e branco quando evoca o passado de cada suspeito, e muitos outros recursos interessantes , como a câmera agindo como “espiã”, mas sem desvendar o mistério. Além disso, cada cena é interpretada como se assistíssemos a uma cena no teatro, já que o diretor não nega sua origem e paixão, nem teria porque fazer isso.

O diretor/ator está de parabéns, realmente produziu um filme excelente, a meu ver , um dos melhores deste ano, e merece os prêmios que virão .

Não perca !

Assistimos ao filme no shopping JK Iguatemi , a convite da Fox Filmes.

Elenco: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Derek Jacobi, Penelope Cruz, Willem Dafoe , Toma Bateman, etc.