Woody Allen é um cineasta que aos 80 anos está próximo de completar 50 , uma média de um longa por ano, onde a grande maioria deles são roteiros originais, é extremamente nítido o seu caso de com o cinema, mas, nos últimos anos não á  diferenciação entre os seus filmes.

O Café Society é um irregular, porque traz uma trama previsível, cheio de subtramas sem necessidades, que não dão suporte para o drama principal do filme, e que deixa claro a sensação que Woody Allen já fez isso, mas, melhor que agora.

Numa avaliação de 1 à 5, a minha nota é 3. O filme retrata a glamorosa dos anos 30, onde Steve Carell (Phil) que interpreta maravilhosamente um empresário de famosas estrelas de Hollywood, e vive uma vida exuberante entre grandes pessoas influentes do meio, está num paradigma amoroso de decisões.

Jesse Eisenberg está perfeito no papel de (Bobby), um jovem tímido e ingênuo de Nova Iorque, que resolve ir em busca de trabalho em Hollywood, mas acaba encontrando o grande amor da sua vida, e esse grande amor é o estopim para sua transformação pessoal e profissional.

Kristen Stewart (Vonnie) tem uma atuação bem abaixo das expectativas, sem muitas expressões dramáticas, acaba que por prejudicar a composição da personagem principal do filme.

Falta para o filme um ato impactante, uma virada, o que deixa o filme monótono e com uma sensação que falta acontecer algo, o que não acontece.

Os diálogos trazem as características do diretor, com pitadas suaves de humor e cinismo, que são sempre retratados em seus filmes.

O ponto forte do longa é a estética do filme, a fotografia é impecável, além de trabalhar com tons azulados, esverdeados e sépia, e através destas cores conseguir ressaltar na tela, contrapontos entre classes sociais e o glamoroso mundo das celebridades de Hollywood, abusa do uso dos enquadramentos clássicos e ainda faz vários enquadramentos interessantes que destacam os personagens em cena.

A direção de arte também merece um enorme destaque, pois conseguiu com grande êxito reconstituir o figurino da época, ajudando até mesmo à transmitir a personalidade de cada personagem dentro da trama.

Enfim, Café Society  é um filme sem consistência, por não trabalhar com profundidade as questões expostas no filme, deixa a sensação que em parte isso é uma opção de Woody Allen, em expor problemas complexos e oferecer soluções comuns. A grande habilidade do Woody Allen em escrever diálogos com suaves toques de humor deixa a trama fácil de ser assistida, o que torna o longa apenas um mero entre outros tantos.

TRAILER DO FILME