Little Nation

A ideia da dupla surgiu através de um amigo em comum de Henry e Samille, que acreditava que ambos formassem um bom time de composição, e parece que ele estava muito correto disso né não?! A parceria começou em 2010 e seu primeiro EP foi “Just Stay“.

Henry, ou melhor, Rique Azevedo, tem uma longa jornada no mercado da música. Já compôs e produziu faixas como “Dig Dig Joy” e “Desperdiçou” ambas gravadas pela ex-dupla Sandy & Júnior, além de compor e produzir grandes canções, Rique também teve um passagem pela Universal Music como coordenador artístico.

Antes de aterrissar no som do Little Nation, Samille já trabalhou com o DJ e Produtor Fernando Deeplick em um projeto indie electro-pop. Trabalho esse, que foi resultado da faixa “Fly”, gravada pela cantora Wanessa em parceria com Ja Rule, que segundo o site Crowley Broadcast Analysis Brasil, foi a música pop mais tocada nas rádios brasileiras em 2009.

O nome “Little Nation” surgiu através de composições.

Após diversas sessões super produtivas compondo músicas, onde várias dessas foram consideradas muito pessoais para serem dadas a outros artistas. Little Nation surgiu de uma música que foi composta, porém não produzida.

“Queremos que o Little Nation seja uma forma de expressão artística que nasce com cada canção e cria diferentes resultados dependendo do ouvinte. Pode ser uma pintura, uma escultura, uma coreografia, contanto que venha do sentimento que a canção traz. Tudo começa com a música.” diz Henry.

Hoje em dia o duo apresenta suas canções em teatros espalhados por todo Brasil e trabalham cada dia mais para que tenham um maior reconhecimento de seu trabalho.


Nossa Equipe entrevistou o Duo e bom, agora já conhecem um pouco sobre eles, vamos ouvir o que eles tem pra nos falar e também conferir/ouvir sobre o trabalho deles:

1. Vocês compõem músicas em português e inglês. Há algum motivo específico em utilizar as duas línguas?

Samille: as músicas foram nascendo assim, naturalmente. Eu lembro que quando a gente fez Just Stay, a gente já vinha compondo em português para outros artistas. Mas quando a gente resolveu sentar para compor sem um destino certo, sem pensar em quem poderia cantar, a Just Stay simplesmente veio. E ela nasceu assim, em inglês, a gente gostou da maneira como ela soava e sentimos que a mensagem tinha sido passada. Eu já tinha o costume de escrever em inglês, o Rique já tinha costume de cantar em inglês.

O trabalho inteiro é assim. Nasceu naturalmente, sem a gente pensar no idioma de cada música. A gente não compunha pensando nisso, na língua, na questão de mercado. Como eu sou professora de inglês, tenho a língua há muito tempo na minha vida, para mim é muito natural pensar em inglês. É tão fácil como o português.

2. Como é a experiência em trabalhar em duo? Vocês encontraram alguma dificuldade na hora de compartilhar as ideias?

Samille: É ótima. Eu acredito que seja mais fácil até do que uma banda maior, com muitas outras ideias. A gente se dá muito bem, se entende e se respeita. Ouvimos sempre as ideias um do outro, conversamos muito.

No final das contas, temos o mesmo objetivo sempre. O Little Nation é como se fosse nosso filho.

3. Quais são os planos para 2017?

Samille: 2017 tá começando agora e como a gente sabe que as coisas acontecem depois do Carnaval, já estamos montando uma agenda de shows. A apresentação de lançamento será dia 15 de março, no teatro Virada Lata, em São Paulo.

Estamos atrás de outros lugares, pelo Brasil todo, que tenham a ver com a nossa proposta, pra levar nosso som pro maior número de pessoas possível. Esse é o plano principal para 2017.

4. O som do álbum “HUM” é muito único. Vocês sempre tiveram em mente o estilo folk/pop, ou simplesmente aconteceu?

Samille: a gente nunca pensou em um segmento de música, num estilo musical. Ela simplesmente nasceu desse jeito, assim como as outras músicas. A gente se sentiu tão a vontade com aquilo que simplesmente seguimos. Foi um caminho natural prá gente.

Rique: isso. Foi muito espontâneo.

5. Como foi processo de criação do álbum “HUM”? Ele atingiu as expectativas de vocês?

Rique: com certeza. Excederam as nossas expectativas. A gente tem muito prazer de ouvir o disco. A gente tem muito orgulho desse álbum.

6. Quais são suas influências e gostos no ramo musical atualmente?

Rique: eu gosto muito de música indie rock, gosto de Imagine Dragons, Muse, minha banda preferida é U2. Eu escuto muito música gringa, mas ultimamente tenho ouvido coisas ótimas por aqui, como o Tiago Iorc, essa coisa do voz e violão, Anavitória, um artista muito bom chamado Phill Veras.

Samille: eu gosto muito de música pop. Na adolescência sempre gostei de boy bands. Sempre gostei e fui ligada a essa coisa alegre do pop. Hoje em dia estou muito nostálgica e voltando a ouvir muito isso.

Além disso gosto muito de cantoras, mulheres, principalmente as que compõe, porque me identifico. A Sia, a Taylor Swift, a Mariah Carey, Jassie J, Adele.

7. Nos conte como foi a experiência de vocês gravarem o clipe de “Unknown”.

Rique: a gravação desse clipe foi uma aventura maravilhosa, deliciosa. A gente foi pra Chapada dos Veadeiros, que é um lugar muito mágico, tem uma coisa de energia, de natureza. Eu já conhecia a região e sugeri pra Samille porque achei que a música tinha o clima do lugar.

Samille: Ficamos quatro dias lá gravando, com uma equipe bem enxuta. Foi uma força tarefa mesmo, todo mundo embarcou na ideia. Ficamos muito felizes com o resultado, confiamos cegamente nos diretores e saiu do jeito que a gente queria.

8. Como vocês definiriam Little Nation?

Rique: a gente tem a simplicidade do folk, pelo fato das canções nascerem do violão e voz. Ao mesmo tempo a gente coloca um pouco do requinte em estúdio, na produção, do pop, já que temos essa vertente muito forte. Então a gente a gente classifica como folk pop, como gênero.

Samille: eu nos vejo como contadores de história. Nas letras a gente fala não só de amor, que é um tema comum na vida de todo mundo, mas a gente fala muito sobre a vida também, conflitos internos, a gente quer que as músicas se tornem a trilha da vida das pessoas.

9. Qual música do álbum vocês mais gostam de cantar?

Samille: a parte que eu mais gosto do show é quando vai entrar Silence. É uma música animada, o ao vivo dela sai diferente do disco, sai mais gingada e as pessoas se envolvem muito.

Rique: eu gosto muito de Talvez, que é uma música que a gente divide os vocais, e amo tocar Just Stay, por ser a primeira música que fizemos, ela tem uma coisa muito especial.

10. Qual experiência vocês ainda não tiveram e estão ansiosos para que aconteça?

Samille: ah, ganhar um Grammy, né (risos).

Rique: a gente tem um sonho muito grande de fazer parte de trilhas de filmes ou de uma série. Tocar no Rock in Rio seria um sonho também.

11. Gostariam de deixar um recado para os fãs e leitores do site?

Queremos agradecer primeiro a oportunidade de falar sobre a nossa música. E agradecer ao carinho dos fãs. Espero que curtam muito o EP e nos encontramos na estrada.


Para acompanhar mais o trabalho da banda, você pode acessar: http://www.littlenationmusic.com/

E ai, o que achou da nossa entrevista? Quem você gostaria de ver na próxima?