Em tempo que dinheiro fala mais alto como sabemos quando um filme jamais deveria ter sido feito? É simples, é só ir ver Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar.

Depois de milhares pessoas irem no ver o novo da franquia, contive a falsa empolgação e fui ver para tirar minhas próprias conclusões, é o que aconselho a fazerem, depois que as filas diminuíram, e confesso que se não fosse as cenas de puro entretenimento meu dinheiro teria ido pelo ralo.

A cada minuto em que eu via o filme ficava com ainda mais raiva e decepcionado, Piratas do Caribe tem falhas graves demais para passar despercebidos e tira as esperanças de qualquer um que a franquia vai dar certo algum dia. A Disney realmente só queria lucrar já que cada filme é uma aposta bilionária garantida. Ao sair da sala do cinema fiquei imaginando uma conversa entre os produtores executivos do tipo em que tramavam uma forma de ter mais dinheiro para produzirem outros melhores que não tiveram retorno financeiro, a solução é tirar da gaveta mais um projeto para os piratas.

O maior problema é que dessa vez eles forçaram a barra ainda mais, vou tentar explicar com poucas palavras aqui. Vamos começar pelo enredo.

Jack Sparrow está de volta atras do tridente de Poseidon para derrotar o vilão Capitão Salazar. E só isso. Sim só isso mesmo, não existe mais nada que seja digno de se contar como trama principal, só subtramas que poderiam ser facilmente descartadas.

O filmes tem defeitos em tudo, menos no ritimos, se uma coisa eles fizeram bem feito foram os efeitos e a energia, que é muito maior do que o filme anterior. Contudo, até mesmo quando você tenta procurar mais pontos positivos que você sabe que tem acaba sendo apagado e substituído pelos defeitos. Sabe aquele ditado que diz que, quando você vê uma coisa ruim não consegue ver mais nada de bom? Pois então, é bem isso mesmo que acontece, por isso então, cuidado ao ver esse filme, ou você mantém a sua capacidade mental mais próximo ao público infantil fã da franquia ou vai apontar uma série de crises como machismo, falta de criatividade, humor forçado entre outros.

O filme deixa tudo nas costas do valor de entretenimento que decai muito pelo péssimo roteiro que não sabe como narrar uma . onde tenta imitar o primeiro filme em diversos aspectos com elementos do quarto. Não existe nada de tão novo assim. Tudo gira em torno do tridente, assim como o filme anterior girava da busca da fonte da , os personagens são todos espelhos do primeiro: o casal cafona que ama se odiarem ou odeia se amarem, o antagonista vilanesco assombrado que tenta carregar o filme nas costas sem conseguir, a tripulação amaldiçoada mais engraçada do que sinistra, o pirata principal com trejeitos estranhos que segura todos juntos como se fosse dono da gravidade. Sério que ninguém mais se cansou disso?

Até mesmo Johnny Depp aos 53 anos parece já cansado aqui e não sabe como interagir com os novos personagens, suas piadas ou são exageradas demais ou são fracas demais, parece que a única coisa que ainda se salva nele a capacidade de improvisar e de correr desengonçado no meio da confusão. O que me faz perguntar quando ele e a franquia irão parar por aí e deixar de pensar só no dinheiro, porque não vejo mais tanto motivo assim para continuar.

Para não dizer que ninguém se salva nesse filme é o diretor com sua funcionalidade e a atriz Kaya Scodelario que tem que esconder que é boa atriz ao aguentar o machismo em forma de piadinha sem graça.

É o tipo de filme onde aconselho a ninguém gastar o dinheiro, mas se quiser, que seja por sua conta em risco e vá com a mente livre pra se divertir e tentar esquecer esses erros graves e se apegar as cenas de ação bem elaboradas.

Crítica por: Gabriel Mariano