Na minha última resenha sobre setembro amarelo eu gostaria de falar sobre esse incrível, que foi adaptado para o cinema e que conquistou o coração de muitas e os fez se identificar com os personagens desse romance epistolar.

Charlie é um jovem tímido, introspectivo e que vive em seu particular, vamos dizer. No livro, ele escreve cartas que interagem diretamente com o leitor, como se estivessem sido escritas pra você. Ele ama ler e escrever, é seu passatempo favorito. O romance começa a melhorar quando Charlie volta para a escola e conhece as pessoas que vem a ser seus novos melhores amigos. Dois irmãos, Sam e Patrick “nada”. 

Charlie escreve praticamente sobre tudo o que acontece em seus dias ao decorrer do ano. Depois de conhecer Sam e Patrick, ele começa a experimentar novas coisas e ir a novos lugares, faz novas amizades e passa por muitas transformações, assim como todo jovem quando entra no ensino médio.

O livro é carregado de muito , e em meio ao tema jovem e descontraído, cheio de festas e experiências que Charlie passa, o autor Stephen encaixa entrelinhas assuntos mais densos como: Violência doméstica, homossexualidade, violência sexual, drogas, depressão, suicídio e muitos outros.

Em certos momentos, o personagem Charlie consegue até te fazer sentir o que ele próprio está sentindo. O livro está recheado de referências musicais e bibliográficas, por isso é tão normal que quando você leia as cartas do Charlie para você, se tenha vontade de ouvir as músicas que ele está ouvindo e procurar pelos livros que ele está lendo. Dois exemplos disso são: A música Asleep do The Smiths e o Sol é para todos do autor Harper Lee.

Então, eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.

As Vantagens de ser Invisível te puxa para um mundo de ficção mas ao mesmo tempo te dá uma pitada de realidade. O livro mexe com você, cada citação, cada pensamento, te faz pensar realmente na sua vida, e em como você vive, em quem você é, e coisas assim. Ele te faz refletir sobre o universo e as pessoas individualmente e como um todo.

Eu fiquei fascinada desde o primeiro capítulo dessa obra emocionante. De forma pessoal, eu me identifiquei com o Charlie desde o primeiro instante, a personalidade dele e o desejo que ele tinha pela escrita e o modo de visão sobre todas as coisas no mundo. Também pela forma como ele tem medo de se entregar ao amor, e as coisas que ele enfrenta em sua própria mente e no meio social, todo esse conjunto me fez mergulhar nesse livro como eu não fiz com nenhum outro.

Posso te dizer que As Vantagens de ser Invisível é um romance que irá misturar todos os temas abordados nas outras duas resenhas que eu fiz aqui no blog, e que irá realmente te fazer sentir como se estivesse numa montanha russa, como se você fosse parte da vida do menino Charlie. O autor mescla o romance e o drama de forma tão inteligente, que não tem como depois da leitura você não enxergar as coisas com olhos filosóficos, ou mais atentos. Realmente irá te fazer repensar sobre muitas coisas e só.

Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.

RESENHA: As Vantagens de ser Invisível - Stephen Chbosky O Gabriel Lucas - #OGL As Vantagens de ser Invisível
Stephen Chbosky
Drama, , Romance
Rocco
2007
223
RESENHA: As Vantagens de ser Invisível - Stephen Chbosky O Gabriel Lucas - #OGL

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.