Eba, finalmente venho com resenha nova por aqui =)

Pense em uma pessoa que está completamente fissurada por 2ª Guerra Mundial e afins?! Sim, eu! Não sei muito bem o porque desse meu interesse/vício no assunto, mas vamos fazer o que né?!

Como muitos já devem saber, eu sou do tipo de pessoa que julga muito o pela capa ou pelo tema principal, e com “Os Sete Últimos Meses de Anne Frank” não foi muito diferente, como eu estou nesse Vibe de 2ª Guerra Mundial, acabei escolhendo este pelo fato de a história de se passar nesse período.

Como eu ainda não li “O Diário de Anne Frank”, na minha cabeça esse livro se trataria de um compilado/resumo do Diário dela, já que o mesmo instiga em sua capa que este se trata do capítulo final não contado no Diário de Anne, mas ao ler, logo no inicio já percebemos que não se trata bem disso.

“Os Sete Últimos Meses de Anne Frank” trata-se de um compilado sim, mas não do Diário de Anne, e sim de uma série de entrevistas/documentários sobre quem, de alguma forma, teve contato com Anne Frank durante o Holocausto.

A leitura do livro não é tão massante, mas é um pouco pesada dependendo da idade de quem for lê-lo, por conta disso recomendo a leitura, somente para quem realmente se interesse pelo tema abordado, já que se trata de uma espécie de documentário/biografia, ao invés de uma ficção, romance e afins.

No livro, não vamos a fundo sobre a família Frank, cada um dos 6 relatos/entrevistas com as mulheres, abordam cerca de 5 parágrafos onde é relatado algo sobre Anne Frank ou algum familiar, por conta disso, acho que o autor do livro, por mais boas que fossem sua intenção, usou um pouco da popularidade do nome Frank para seu título, mas fora isso o livro é simplesmente ótimo e deve ser lido por todos que se interessem pelo tema.

QUOTES DESTACADAS:

“As irmãs Frank estavam com uma aparência terrível, as cabeças e os corpos cobertos por marcas e inchaços, causados pela sarna. Elas aplicavam um pouco de sálvia, mas infelizmente não podiam fazer muito. Estavam em estado lastimável, penoso – era assim que eu as via. Não tinham roupas; tudo havia sido tirado de nós. Estávamos deitadas ali, nuas, debaixo de uma espécie de cobertor. Duas dividiam o mesmo cobertor, deitadas em uma cama de solteiro. Os nazistas esperavam que mais pessoas chegassem ao galpão, não estavam muito lotado. É claro… Tinham levado muita gente.”

“Gostaria de reiterar que contei tudo isso porque quero deixar claro para o maior número possível de pessoas que todo tipo de discriminação – independentemente da forma que ela possa tomar – é algo horrível e que o mundo pode se despedaçar por causa dela. Sim, realmente se despedaçar. Discriminar alguém por sua cor de pele ou a forma de suas orelhas ou os cabelos ou sabe Deus o quê – todos nós podemos morrer por causa disso. Basta uma pessoa dizer algo como: ‘Ele não é tão bom quanto eu porque tem…’. Complete a frase com o que quiser.”

Este livro foi cedido pela _3c3fd56b_ para _e5f343b8_
RESENHA: OS SETE ÚLTIMOS MESES DE ANNE FRANK - WILLY LINDWER O Gabriel Lucas - #OGL Os sete últimos meses de Anne Frank
Willy Lindwer
Não-ficção/Documentário/Biografia/História/Holocausto

2014
Físico e Ebook
236
RESENHA: OS SETE ÚLTIMOS MESES DE ANNE FRANK - WILLY LINDWER O Gabriel Lucas - #OGL

O "não escrito" capítulo final do Diário de Anne Frank relata o tempo entre a prisão de Anne Frank e sua morte. A história é contada por meio dos testemunhos de seis mulheres judias que sobreviveram ao inferno do campo de concentração do qual Anne nunca mais voltou.

Inicialmente, o renomado cineasta holandês Willy Lindwer filmou o documentário "" e, depois disso, resolveu transformá-lo em livro. Para tanto, ele entrevistou mulheres que conheceram Anne Frank.

O livro é composto pelos depoimentos de seis dessas mulheres - algumas que a conheceram antes de sua deportação para o campo nazista, e todas elas durante os últimos momentos em Bergen-Belsen.

As histórias que estas mulheres têm para contar são semelhantes: o tratamento no campo, a forma como conheceram as irmãs Frank e a maneira como todas foram inexplicavelmente tocadas por sua vida. O fato de terem sobrevivido ao campo de extermínio é um milagre em si mesmo. Uma das sobreviventes, inclusive, teve a difícil missão de confirmar a Otto Frank as mortes de suas filhas, Anne e Margot.

Os sete últimos meses de Anne Frank é o triste e verdadeiro relato de uma crueldade inimaginável milagre ocorrido para os que sobreviveram poderem contá-lo com suas próprias palavras.